quinta-feira, 31 de março de 2011

Confiança baixa nas polícias

Es­tu­do fei­to pe­lo Ins­ti­tu­to de Pes­qui­sa Eco­nô­mi­ca Apli­ca­da (Ipea) re­ve­la que o Cen­tro-Oes­te é a re­gi­ão do Pa­ís em que as pes­so­as mais con­fi­am nas po­lí­cias Ci­vil e Mi­li­tar (pa­ra ca­da mil ha­bi­tan­tes, 404 con­fi­am). Mas, ape­sar dis­so, mais da me­ta­de da po­pu­la­ção (58, 65%) ain­da se sen­te in­se­gu­ra fren­te às ins­ti­tu­i­ções. Os da­dos fa­zem par­te da se­gun­da edi­ção do Sis­te­ma de In­di­ca­do­res de Per­cep­ção So­ci­al (Sips) so­bre Segu­ran­ça Pú­bli­ca, di­vul­ga­do on­tem pe­lo Ipea e re­a­li­za­do en­tre os di­as 17 e 31 de maio de 2010.

Ape­nas 4,3% das pes­so­as en­tre­vis­tas na re­gi­ão (ve­ja box) afir­ma­ram du­ran­te a pes­qui­sa que con­fi­am mui­to nas po­lí­cias. Per­cen­tu­al con­si­de­ra­do ain­da mui­to dis­tan­te do ide­al, pois sig­ni­fi­ca que, pra­ti­ca­men­te em ca­da dez pes­so­as, seis não con­fi­am nas po­lí­cias. Mas, ape­sar des­sa des­con­fi­an­ça atin­gir a mai­or par­te da po­pu­la­ção, o es­tu­do mos­tra que, no Cen­tro-Oes­te, a sen­sa­ção de se­gu­ran­ça é re­la­ti­va­men­te al­ta (116 por mil contra 97 por mil da mé­dia na­ci­o­nal).
Mas, se ava­li­a­dos de for­ma in­di­vi­dual, os da­dos re­ve­lam que es­sa sen­sa­ção de in­se­gu­ran­ça é sen­ti­da pe­la mai­or par­te da po­pu­la­ção. Con­for­me a pes­qui­sa, 75% dos in­di­ví­duos na re­gi­ão, on­de o nú­me­ro de ho­micídi­os do­lo­sos es­tá aci­ma da mé­dia (254 por mi­lhão de ha­bi­tan­tes con­tra 224 por mi­lhão da mé­dia ge­ral do pa­ís), ain­da sen­tem me­do de se­rem as­sas­si­na­dos.

O pro­fes­sor de so­ci­o­lo­gia da Fa­cul­da­de de Ci­ên­cias So­ci­ais da Uni­ver­si­da­de Fe­de­ral de Go­i­ás (UFG) Di­ja­ci Da­vid de Oli­vei­ra ob­ser­va que es­sa sen­sa­ção de se­gu­ran­ça es­tá al­ta por­que a si­tu­a­ção de anos an­te­rio­res na área de se­gu­ran­ça pú­bli­ca era ca­ó­ti­ca. Ele ex­pli­ca que, quan­do me­lho­ras co­me­çam a apa­re­cer, a in­ten­ção, co­mo na pes­qui­sa, é mos­trar que o ce­ná­rio es­tá di­fe­ren­te. Mas, con­for­me res­sal­ta, a ava­li­a­ção “se­gu­ran­ça é re­la­ti­va­men­te al­ta” não sig­ni­fi­ca que é a ide­al. “O ide­al se­ria a po­pu­la­ção sem me­do de ca­mi­nhar nas ru­as.”

Es­sa sen­sa­ção de in­se­gu­ran­ça, con­for­me ex­pli­ca Di­ja­ci, que é vin­cu­la­do ao nú­cleo de pes­qui­sas de vi­o­lên­cia e cri­mi­na­li­da­de da UFG, faz com que as pes­so­as en­cham as re­si­dên­cias de apa­re­lhos de vi­gi­lân­cia, co­mo câ­me­ras e alar­mes, com­prem se­gu­ros e, o que é pi­or, an­dem ar­ma­das. E é es­sa ati­tu­de que po­de ge­rar ain­da mais vi­o­lên­cia, am­pli­an­do o nú­me­ro de ar­mas sem con­tro­le e, se­gun­do o es­pe­cia­lis­ta, ge­ran­do até mes­mo mais su­i­cí­di­os.

Quan­to à fal­ta de con­fi­an­ça nas po­lí­cias, Oli­vei­ra res­sal­ta que as po­lí­cias pre­ci­sam re­al­men­te per­ce­ber que hou­ve me­lho­ra, mas tam­bém per­ce­ber que es­tão lon­ge do ide­al, que se­ria to­da a po­pu­la­ção olhar pa­ra as ins­ti­tu­i­ções sem me­do de ser pre­ju­di­ca­da. Ele sa­li­en­ta que o da­do mos­tra­do na pes­qui­sa é bas­tan­te re­le­van­te, pois, se as pes­so­as não con­fi­am nas po­lí­cias, não fa­zem no­ti­fi­ca­ções dos cri­mes que so­fre­ram. “Is­so não nos dá a cla­re­za do que es­tá acon­te­cen­do. E quan­do se é pla­ne­ja­da a se­gu­ran­ça pa­ra pró­xi­mos anos, as ações não vão aten­der a de­man­da.”

IMA­GEM Oli­vei­ra acre­di­ta que as po­lí­cias têm de mos­trar que as ins­ti­tu­i­ções são pa­ra o ci­da­dão e, pa­ra is­so, pre­ci­sa pri­mei­ro dar re­tor­no ade­qua­do e re­ce­ber me­lhor o ci­da­dão. “Se ele (ci­da­dão) é mal re­ce­bi­do, a ten­dên­cia é não vol­tar”, diz. A pes­qui­sa mos­tra ain­da que a ava­li­a­ção dos aten­di­men­tos po­li­ci­ais no Cen­tro-Oes­te es­tá um pou­co abai­xo da mé­dia do Pa­ís, com cer­ca de 400 usu­á­rios que de­cla­ram apro­var o ser­vi­ço pres­ta­do a ca­da mil que re­al­men­te pre­ci­sa­ram en­trar em con­ta­to com a po­lí­cia ao me­nos uma vez. A re­gi­ão apre­sen­ta gas­to per ca­pi­ta com se­gu­ran­ça pú­bli­ca de R$ 229,36 e o mai­or con­tin­gen­te po­li­ci­al do Pa­ís (pro­por­ci­o­nal­men­te ao ta­ma­nho da po­pu­la­ção).

SEX­TO MAN­DA­MEN­TO
Se a mes­ma pes­qui­sa for apre­sen­ta­da nos pró­xi­mos anos, se­gun­do ava­lia Oli­vei­ra, o re­cor­te da re­gi­ão se­ria “to­tal­men­te di­fe­ren­te”. Is­so por­que, con­for­me diz, a po­pu­la­ção ti­nha a ideia de que a po­lí­cia não era uma ins­ti­tu­i­ção que apre­sen­ta­va gru­po que pro­du­zis­se cri­me. “Ti­nhas al­gu­mas de­nún­cias, mas não ti­nha da­do re­al.” Mas a Ope­ra­ção Sex­to Man­da­men­to, co­or­de­na­da pe­la Po­lí­cia Fe­de­ral (PF), trou­xe à to­na as sus­pei­tas de que po­li­ci­ais mi­li­ta­res (PMs) es­ta­ri­am en­vol­vi­dos em gru­po de ex­ter­mí­nio em Go­i­ás. “Em uma pró­xi­ma pes­qui­sa, to­do o re­fle­xo des­sa ope­ra­ção se­rá sen­ti­da. Ago­ra, os po­li­ci­ais têm um tra­ba­lho de ten­tar mu­dar ra­di­cal­men­te es­sa ima­gem.”

quarta-feira, 30 de março de 2011

Sensação de insegurança é maior no Nordeste, aponta estudo

O índice de percepção de insegurança entre os brasileiros é maior na região Nordeste, aponta estudo divulgado nesta quarta-feira pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. De acordo com o Sips (Sistema de Indicadores de Percepção Social) sobre Segurança Pública, 85,8% dos entrevistados nordestinos disseram ter muito medo de serem assassinados.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2009, os Estados do Nordeste registraram, juntos, a segunda maior média entre as taxas de homicídio doloso das regiões brasileiras (29,3 homicídios dolosos/100 mil habitantes), perdendo apenas para a região Norte (29,5 homicídios dolosos/100 mil habitantes). Além disso, o Nordeste tem a menor média de gastos per capita com segurança pública --R$ 139,60 por habitante.

Depois dos nordestinos, os habitantes das regiões Norte e Sudeste são os que mais têm medo de assassinatos (78,4% em cada região), seguidos do Centro-Oeste (75%) e do Sul (69,5%).

O Sudeste, apesar de não apresentar um nível alto de sensação de segurança entre sua população, possui o menor índice de homicídio doloso do país: 21,77 homicídios por 100 mil habitantes. A região tem o maior gasto per capita na área de segurança pública --R$ 248,89 por habitante.

De acordo com o Ipea, Minas Gerais e São Paulo, os estados mais populosos, puxam a média da região para baixo, com 7,1 e 11 homicídios por 100 mil habitantes, respectivamente. É no Espírito Santo, estado com gasto per capita de R$ 200,67 em 2009, que se encontra a taxa mais alta, de 57,9 homicídios dolosos por 100 mil, menor apenas que a de Alagoas (63,3 por 100 mil).

Na região Centro-Oeste, a sensação de segurança é relativamente alta e os gastos em segurança pública são superiores à média nacional de R$ 200,07 por habitante. No entanto, a taxa de homicídio doloso (25,4 por 100 mil habitantes) está igualmente acima da média de 22,4 por 100 mil. No Centro-Oeste, o gasto per capita com segurança pública é de R$ 225.

Segundo a pesquisa, os Estados da região Sul apresentam a menor incidência de insegurança.

Com relação aos gastos na área de segurança pública, a região Sul apresenta patamares próximos aos do Nordeste, com um gasto de R$ 172,75 per capita, ou seja, é a segunda região onde, proporcionalmente, menos se gasta com segurança pública.

A pesquisa do Ipea ouviu 2.770 pessoas entre os dias 17 e 31 de maio de 2010. A margem de erro da amostra no nível nacional é de 1,86%, para cima ou para baixo, e de 5% para as regiões do país.

FONTE: A Folha

terça-feira, 29 de março de 2011

Polícia Civil usa equipamento que identifica suspeito em segundos


Basta registrar a digital de qualquer um dos dedos para, em segundos, saber o nome completo, número da identidade, nome dos pais, assinatura e foto do suspeito. Com mais um clique, se houver condenações judiciais e mandados de prisão, eles aparecem na tela. “Esse sistema permite que, com apenas uma digital, eu possa fazer uma pesquisa na minha base central que atualmente tem em média mais de 36 milhões de impressões digitais e fazer a identificação da pessoa na hora”, explica um policial. 

A tecnologia usada pela primeira vez na América Latina tem dois sistemas. Eles foram importados dos Estados Unidos pela Secretaria de Segurança Pública do DF e permitem também que a identificação seja feita na rua durante operações. O outro equipamento é uma espécie de computador de mão. Com o nome completo e o número da carteira de identidade, é possível saber se a pessoa abordada é procurada pela polícia, pois na memória estão mais de seis mil nomes de pessoas condenadas pela Justiça do Distrito Federal e com mandados de prisão expedidos. 

São cinco aparelhos móveis que funcionam tanto via internet como através dos dados arquivados no sistema de identificação da Polícia Civil. “Nós ganhamos em veracidade, haja em vista que a gente pode, no local da abordagem, verificar a autenticidade do documento que ele está apresentando e nós ganhamos em eficácia”, afirma o delegado Ricardo Viana. 

Os equipamentos, operados por papiloscopistas, estão sendo usados também em investigações. Com as digitais encontradas nas cenas dos crimes foi possível aumentar a identificação dos autores em 21%. “Nós vamos conseguir no próprio local dizer quem tem mandado de prisão. Com isso, a polícia ganha pois não vai deixar escapar ninguém com pedido de prisão e a comunidade que não vai precisar se constranger e se locomover a uma delegacia para passar por um procedimento. Ou seja, quem está devendo vai ser preso e quem não esta devendo vai poder ir embora”, explica Nadiel da Costa, diretor adjunto do Instituto de Identificação do DF. 

Os equipamentos, atualmente são operados pelo Instituto de Identificação e devem ser incorporados às viaturas da Polícia Civil nos próximos anos. Como o sistema é interligado aos dados da Secretaria de Segurança Pública do DF, só é possível identificar pessoas que têm a carteira de identidade emitida na cidade. Todo o sistema de informatização da Polícia Civil custou R$ 25 milhões.

FONTE: Bom Dia DF

segunda-feira, 28 de março de 2011

A cada uma hora e vinte minutos uma casa é roubada em Campinas, SP

A cada uma hora e vinte minutos uma casa é roubada ou furtada em Campinas. Os principais alvos dos ladrões são as regiões do distrito de Barão Geraldo, e a dos bairros Taquaral, São Bernardo e Ponte Preta.

No bairro Ponte Preta, por exemplo, todas as casas de uma rua foram roubadas. Uma moradora que pediu para não ser identificada disse que a casa dela foi invadida três vezes. “Na primeira vez foi o carro do meu filho. A segunda foi uma casa menor que tenho no fundo. Na terceira foi a casa da frente. A sensação é horrível”, disse a moradora,

Em Barão Geraldo, o medo toma conta dos moradores. Nos muros estão todos os tipos de proteção, como cercas elétricas, mas nem isso dá tranqüilidade. A Polícia Civil não tem estatísticas precisas sobre esses casos, mas um levantamento da produção da EPTV apurou que cerca de 20 furtos e roubos são registrados por dia nos 13 distritos policiais da cidade.Segundo o delegado Marcelo Eduardo da Silveira, o número de furto está relacionado ao consumo de drogas. “Eles furtam para sustentar o vício”, afirmou.

Sobre assaltos, o policial disse que os ladrões escolhem casas da classe média e alta. Para evitá-los, o delegado disse que é necessário um policiamento ostensivo. A Polícia Militar está mapeando os casos de violência para fazer a segurança. Quarenta novos policiais vão trabalhar em Campinas, mas o prazo não foi divulgado.

Seguros
Por causa da insegurança, o número de seguros para residências teve um aumento de 20% na cidade. Também cresceu, em 15%, o número de pessoas que precisaram acionar o seguro após casos de furto e roubo.

A EPTV fez um levantamento dos valores cobrados pelo seguro residencial. Para casas, o valor anual é de R$ 1.060,71. Para residências em condomínios fechados, o valor cai para R$ 902,33. Para os apartamentos, o gasto anual chega a R$ 349,64.

FONTE: EPCampinas

quinta-feira, 24 de março de 2011

Vídeo mostra momento de explosão em caixa eletrônico

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bragança Paulista recebeu na quarta-feira (23) imagens de uma câmera de segurança que gravaram a ação de uma quadrilha em um assalto à única agência bancária da Estância Hidromineral de Monte Alegre do Sul, cidade de 7.067 moradores, no dia 27 de fevereiro. O município é muito conhecido na região de Campinas por causa do turismo e pelas plantações de morango.
O vídeo feito pela câmera instalada na delegacia de polícia, que fica em frente à agência bancária, mostra a chegada dos ladrões e a movimentação de carros às 4h36 da manhã. O grupo invade a agência, instala os explosivos, e minutos depois sai em direção à rua. Às 4h41, é possível ver a explosão. Estilhaços da porta voam para todos os lados. Em seguida, a quadrilha retorna ao interior da agência. Uma pessoa em uma motocicleta se une aos bandidos. O bando foge em outros três carros. A ação não levou mais de 10 minutos. Três caixas eletrônicos e a porta de vidro foram destruiídos.
A delegacia de Monte Alegre do Sul não abre aos finais de semana, o assalto foi num domingo.
Esta foi a sexta vez que a unidade bancária foi alvo de ladrões, mas em outras vezes eles arrombaram os cofres dos caixas eletrônicos com maçaricos.
Ninguém foi preso. As imagens serão anexadas ao inquérito policial.  Desde o início do ano, a região de Campinas já registrou seis casos de explosões em caixas eletrônicos com nenhum caso esclarecido pela polícia.
Caixas eletrônicos após a explosão


Fachada da agência em Monte Alegre do Sul







FONTE: EPTV

quarta-feira, 23 de março de 2011

Escola em São Vicente-SP é invadida por ladrões

Uma escola estadual de São Vicente (SP) foi invadida na manhã de hoje por três homens armados que roubaram dinheiro e objetos pessoais de funcionários e professores. Dois dos assaltantes, incluindo um adolescente de 17 anos, foram detidos.

O crime aconteceu por volta das 10 horas da manhã de hoje na Escola Estadual Margarida Pinho Rodrigues, na Vila Margarida. De acordo com a Polícia Militar (PM), os três bandidos entraram pelo pátio, que fica com o portão sempre aberto, renderam duas inspetoras, e seguiram direto para a secretaria da escola, que fica no primeiro andar. Eles fugiram em seguida, levando alianças, brincos e celulares de professoras e funcionárias que estavam na secretaria.

"Logo depois que eles saíram, a escola acionou a PM, passou as características, nós intensificamos o patrulhamento na região e uma viatura da Força Tática deteve dois indivíduos que foram reconhecidos", explica o sargento da Ronda Escolar de São Vicente, Gilberto Sérgio De Paula.

Além do adolescente, foi detido Alexandre de Souza Santos, de 18 anos. O terceiro participante do assalto foi identificado como vulgo "Neguinho". Na casa do adolescente, a PM encontrou uma arma de brinquedo utilizada no assalto escondida debaixo do colchão. Os objetos roubados não foram recuperados.

De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, a escola não fica com os portões abertos e os bandidos entraram no momento que uma mãe e um aluno saíam. Ao todo, a escola de Ensino Fundamental e Médio tem 1737 alunos, 628 alunos no período da manhã. Segundo a secretaria, os estudantes não foram dispensados por causa do assalto e as aulas ocorreram normalmente.

FONTE: G1

terça-feira, 22 de março de 2011

Suspeito de assaltar casas em SP diz que usava técnica para dominar cães

Um cabeleireiro detido na quinta-feira (17) disse em depoimento à polícia que utilizava uma técnica para dominar os cães das casas que furtava nas zonas Norte e Sul de São Paulo. Segundo policiais do 20º Distrito Policial, de Água Fria, onde o caso foi registrado na sexta-feira (18), o homem de 26 anos afirmou ser "sensitivo" e disse usar seu dom para facilitar o roubo das casas com cães de guarda.

Ainda de acordo com a polícia, o cabeleireiro confessou ter furtado mais de 80 casas na cidade desde 2009. Ele arrombava janelas e portas de vidro para entrar. Nas casas com cães, o homem disse que as empregadas domésticas geralmente deixavam as portas dos fundos abertas. Ele afirmou que furtava desde televisores até bebidas, sem entrar nos quartos, para não acordar os donos.

Denúncia
O cabeleireiro e um cúmplice foram detidos na quinta-feira sob a suspeita de furtar uma casa em outubro de 2010. A Polícia Militar recebeu uma denúncia do dono da casa de que um dos suspeitos estava na Rua Comendador Armando Pereira, na Vila Albertina, na Zona Norte da capital. O homem de 26 anos foi encontrado e detido no local.

Em sua residência, os policiais encontraram eletrodomésticos, relógios, garrafas de bebidas alcoólicas, joias, entre outros objetos. O cúmplice, outro cabeleireiro de 23 anos, estava na casa e foi reconhecido pelos policias. Os dois foram indiciados por furto qualificado. Como não houve flagrante, a dupla vai responder em liberdade pelos crimes.

FONTE: G1